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Ariano Suassuna (1927- )

Dramaturgo e escritor brasileiro cujo nome completo é Ariano Vilar Suassuna, nascido em Taperuá, Paraíba, e radicado em Recife, Pernambuco. Seu pai, João Suassuna, então governador da Paraíba, foi morto durante as convulsões políticas que desencadearam a Revolução de 1930. Em Recife, Ariano Suassuna ensinou na Universidade Federal de Pernambuco e participou intensamente do movimento literário local, num grupo formado por João Cabral de Melo Neto, Hermilo Borba Filho e outros.
Suas comédias teatrais, como O auto da Compadecida (1955), O santo e a porca (1957), O casamento suspeitoso (1957), A pena e a lei (1959) e A farsa da boa preguiça (1960) deram-lhe fama internacional, sendo uma fusão entre o teatro clássico ibérico e as narrativas da literatura popular do Nordeste, principalmente a dos folhetos de cordel.
Na década de 1970, lançou o Movimento Armorial, em que defendia para a música, as artes plásticas, o teatro, a dança e a literatura uma estética baseada nas formas populares nordestinas, tendo como exemplos emblemáticos a gravura de Gilvan Samico, a música de Guerra-Peixe e Cussy de Almeida, a cerâmica de Francisco Brennand e a poesia de Marcus Accioly. O movimento propiciou a criação do Quinteto Armorial e da Orquestra Romançal de Pernambuco. Em 1971, lançou o Romance da pedra do reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta (1971), livro que teve enorme repercussão junto à crítica e ao público. Em 1995, retomou seu projeto estético, após ser nomeado secretário de Cultura de Pernambuco pelo governador Miguel Arraes.

Antonio Dias (1944- )

Pintor brasileiro nascido em Campina Grande, no estado da Paraíba. Autodidata, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1960. Adepto da nova figuração, utilizou materiais novos em montagens planas ou tridimensionais. Crítico da violência social, aderiu à arte conceitual, desenvolvendo uma sátira ferina, tanto em pinturas quanto em objetos, e enfocando detalhes em recortes, com um intenso colorido.
Em 1965, participou da Primeira Mostra de Opinião organizada pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Foi premiado no XIII Salão Nacional de Belas Artes em 1964 e, no ano seguinte, na IV Bienal de Paris. Tem apresentado suas obras - entre as quais destacam-se Fumaça do prisioneiro, The Last Bedroom e The Secret Life - em mostras individuais e coletivas no Brasil e no exterior.

Assis Chateaubriand - (1892-1968)

Francisco de Assis Bandeira de Melo Chateaubriand, jornalista e empresário brasileiro, nasceu em Umbuzeiro, Paraíba, e faleceu na cidade de São Paulo. Dono dos Diários e Emissoras Associados, conglomerado jornalístico que chegou a possuir mais de uma centena de jornais, emissoras de rádio, canais de televisão, agências de notícias e revistas (entre elas O Cruzeiro, periódico semanal de maior circulação na América Latina).
Este império jornalístico propiciou-lhe grande poder político, principalmente entre fins da década de 1930 e início da década de 1960. Foi senador, de 1952 a 1957, e embaixador do Brasil na Inglaterra, de 1957 a 1960. Chateaubriand foi ainda o responsável pela fundação do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Augusto dos Anjos(1884-1914)

No ano de 2001 foi considerado o paraíbano do século através de voto popular onde foram distribuidas urnas em todo estado. É considerado o mais original da literatura brasileira. Nasceu em Engenho Pau d'Arco, Paraíba, e morreu em Leopoldina, Minas Gerais. Deixou apenas um livro, Eu (1912), acrescido postumamente com seus últimos poemas, Eu e outras poesias (1919). Foi influenciado por diversas tendências, situando-se entre o parnasianismo e o simbolismo. Em sua obra nota-se seu ceticismo em relação ao amor ("Não sou capaz de amar mulher alguma,/ Nem há mulher talvez capaz de amar-me...)", pessimismo ("Ai, um urubu pousou na minha sorte") e um angustiante materialismo. Também são constantes as referências à decomposição da matéria ("Já o verme - este operário das ruínas - / Que o sangue podre das carnificinas / Come e à vida em geral declara guerra") e o emprego do jargão das teorias científicas do fim do século ("desespero endêmico", "intracefálica tortura", "criptógama cápsula"). Sua linguagem diferente e seu pessimismo o tornaram único. A obra de Augusto dos Anjos sobreviveu a muitos modismos literários e, ainda hoje, tem muita aceitação popular.
O poeta que acreditava que a vida se resumia a uma combinação de elementos químicos e leis físicas - embora não descartasse a influência da fatalidade - morreu de pneumonia aos 30 anos.


Cândido Firmino de Mello Leitão(1886-1948)

Médico e zoólogo brasileiro, uma das maiores autoridades mundiais em aracnologia, a disciplina que estuda as aranhas.
Nasceu na fazenda Cajazeiras, Campina Grande, Paraíba, em 17 de julho de 1886. Diplomou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. No início de sua carreira, dedicou-se à pediatria. Apesar de ter abandonado sua grande clientela particular, seduzido pela zoologia, ocupou até morrer o cargo de diretor da policlínica de crianças José Carlos Rodrigues, da Santa Casa de Misericórdia, um dos mais importantes hospitais infantis do Rio de Janeiro. Foi interno do Hospital São Sebastião, livre-docente da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e inspetor-sanitário da Diretoria da Saúde Pública. Exerceu as funções de médico do Loyd Brasileiro, da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência e da Casa dos Expostos da Santa Casa de Misericórdia. Como zoólogo, destacou-se por seus estudos de aracnologia, especialidade na qual era considerado uma das maiores autoridades no mundo, segundo o julgamento do seu colega Petrunkewich, com quem disputava a liderança.
Sua produção científica é constituída por mais de 600 obras que incluem publicações especializadas, monografias e livros didáticos e de divulgação científica. Entre esses livros, destacam-se O compêndio brasileiro de biologia, A vida nas selvas, O dicionário de termos biológicos, A vida maravilhosa dos animais. Foi um pioneiro na reformulação do ensino da Biologia no Brasil; antes que se introduzisse esse tema como disciplina, publicou sua Biologia geral (1922), e ainda antes que se falasse de biogeografia, lançou Biogeografia do Brasil (1930). Publicou também A biologia no Brasil (1937), Zoogeografia do Brasil (1937), História das expedições científicas no Brasil (1937), Visitantes do primeiro Império (1934). Morreu na cidade do Rio de Janeiro, em 14 de dezembro de 1948. Celso Furtado(1920- ), advogado, economista e escritor brasileiro, nasceu em Pombal, Paraíba. Integrou a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), de 1949 a 1959, quando assumiu a Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Em 1962 ocupou a pasta de ministro extraordinário do Planejamento, quando elaborou o Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social do governo Goulart. Deixou o Ministério no ano seguinte voltando à Sudene, até abril de 1964, quando foi cassado pelo Ato Institucional nº1. Dedicou-se à vida universitária na Europa e nos Estados Unidos, até regressar ao Brasil, em 1979, beneficiado pela anistia. Em 1981, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Entre 1968 e 1988 foi ministro da Cultura do governo Sarney. Dentre os muitos livros que escreveu, destacam-se Formação Ecomômica do Brasil (1958); Teoria e prática do desenvolvimento econômico (1967); e Criatividade e dependência na civilização industrial (1978).

Celso Furtado (1920 - 2004)

Celso Furtado nasceu, em 1920, em Pombal, Paraíba. Entre 1944 e 1945, participou da Força Expedicionária Brasileira, durante a Segunda Guerra Mundial, na Itália. Doutor em Economia pela Universidade de Paris-Sorbonne, figurou entre os maiores pensadores mundiais de seu tempo, sendo inclusive candidato ao prêmio Nobel de Economia.

Desde os anos 50, Furtado desenvolveu teorias sobre o desenvolvimento econômico e estudou em profundidade a história econômica do Brasil e a da América Latina. Seus livros Formação Econômica do Brasil e A Economia Latino-Americana foram traduzidos para uma dezena de línguas, inclusive para o chinês e o persa, e influenciaram a famosa Escola dos Anais, como reconheceu um de seus fundadores, o historiador Fernand Braudel. Seus estudos sobre a história dos Estados Unidos e a formação do capitalismo na Europa são considerados clássicos.

Em 1953, o economista presidiu o grupo misto da Organização das Nações Unidas, responsável pela elaboração do estudo sobre a economia brasileira adotado como base do Plano de Metas do governo Kubitschek, dois anos depois.

Em seus trabalhos mais recentes, Furtado analisa o impacto da transnacionalização e da globalização na economia capitalista contemporânea. Da mesma forma, ele também aprofunda seus estudos sobre as dimensões culturais e sociais do desenvolvimento.

Como homem público tornou-se conhecido por ocasião da criação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em 1958, durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek. Posteriormente, ele ocupou o posto de ministro do Planejamento do governo João Goulart.

Em seguida ao golpe militar de 1964, Furtado teve seus direitos políticos cassados e viveu no exílio, primeiro nos Estados Unidos, como professor da Universidade de Yale, e depois na França, como professor da Universidade de Paris (1965-85) e da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais. Com a redemocratização do país, foi embaixador do Brasil junto à Comunidade Econômica Européia, em Bruxelas, e, depois, ministro da Cultura.

Domingos de Azevedo Riberio (1921 -)

Domingos de Azevedo Ribeiro nasceu em Pirpirituba, município da Paraíba, do casal Ribeiro Cavalcanti e Maria de Azevedo Ribeiro, a 18 de agosto de 1921.

Fez seus estudos no Lyceu Paraibano, oportunidade em que começou a conviver com as artes lítero-musicais, distinguindo-se como líder, detendo a função de Secretário do Grêmio Literário Castro Alves, Presidente do Grêmio Literário dos Anjos, Presidente do Centro Aviatório Santos Dumont e do Centro Estudantil do Estado da Paraíba. Integrou, ainda, os Corais Carlos Gomes e Villa Lobos, dirigidos, respectivamente, pelos professores Santinha e Gazzi de Sá.

Sua produção literária abrange 51 obras (livros e plaquetas), todas, de algum modo, ligados à música, entre elas: Maximiano de Figueiredo, 1975; Hinos da Paraíba – Patos, Pombal, Cajazeiras, João Pessoa, 1976; Hinos da Paraíba – João Pessoa, Campina Grande, 1976; Colégio Nossa Senhora das Neves, 1976; Gazzi de Sá, 1977; João Pessoa e a música, 1978; Hino do Estado da Paraíba, 1979; Discurso e posse no IHGP, 1979; Música e história, 1980; Antenor Navarro e a Revolução de 30, 1981; O músico João Eduardo, 1981; O compositor paraibano Baptista Siqueira, 1981.; Coriolano de Medeiros e a música, 1982; Pedro Américo e a música, 1982; Hino da Independência do Brasil, 1982; Hino da Proclamação da República, 1982; Marcha do IV Centenário da Paraíba, 1982; Hino Oficial da Paraíba, 1982; Paulo Bezerril: o magistrado, o professor, o músico, o homem de sociedade, 1983; Pastoril profano e religioso, 1983; O mundo maravilhoso das provas, 1983; Cadernos de Música – lançado em 1983 (foram 6 cadernos lançados em 1983 e um em 1984); A música em Augusto dos Anjos, 1984; O que dizem de mim, 1984; A música nos primeiros séculos de colonização da Paraíba, 1986; Marcha do Centenário da Abolição da Escravatura, 1988; Hymno da Redempção, 1988; Cantigas de roda, 1991; Jaime Diniz: sacerdote e músico, 1992; Manoel da Silva: abolicionista radical, 1991; Areia e sua música, 1993.

Atualmente Domingos de Azevedo Ribeiro está prestes a entrar no Rank Brasil – O Livro dos Recordes Brasileiro, como o autor brasileiro que mais escreveu livros sobre música. Para isso, o pesquisador Edival Toscano Varandas está preparando farta documentação para encaminhar ao Rank Brasil.

Epitácio da Silva Pessoa(1865 -1942)

Magistrado e político brasileiro, nasceu em Umbuzeiro, Paraíba, e faleceu em Petrópolis, Rio de Janeiro. Bacharel em Direito pela Faculdade do Recife (1886).
Foi deputado entre 1890 e 1894, participando da Assembléia Constituinte que elaborou a Carta de 1891. Afastando-se da ação política, retornou, em 1898, quando foi nomeado ministro da Justiça (1898-1901) do governo Campos Sales.
Nesta condição presidiu à elaboração, pelo jurista Clóvis Beviláqua, da proposta do Código civil encaminhado ao Congresso em 1900 e que só passaria a vigorar em 1917. Foi ministro do Supremo Tribunal Federal entre 1902 e 1911, e no ano seguinte elegeu-se senador por seu estado. Em 1919, ocorrendo a vacância da presidência da República, com a morte de Rodrigues Alves, foi eleito para o cargo. Na ocasião, representava o Brasil na Conferência de Versalhes, que ditava à Alemanha e seus aliados as condições da paz.
O governo de Epitácio Pessoa destacou-se, administrativamente, pela realização de uma política contra as secas que assolavam o Nordeste do país. Sua sucessão foi agitada pelos conflitos provocados entre os partidários do candidato oficial, Artur Bernardes, representante da "política café com leite" (rodízio entre políticos mineiros e paulistas na presidência) e os partidários da candidatura oposicionista do ex-presidente Nilo Peçanha.
Nesse contexto, sofreu oposição do Clube Militar, dirigido pelo também ex-presidente Hermes da Fonseca, e enfrentou com êxito a Revolta do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Ao deixar a presidência tornou-se juiz da Corte Internacional de Haia (1923-1930).

Elba Ramalho (1951- )

Cantora brasileira, nascida em Conceição do Piancó, na Paraíba, cujo nome completo é Elba Maria Nunes Ramalho. Iniciou a carreira como atriz que cantava, estrelando as peças Viva o cordão encarnado, de Luiz Marinho, e A ópera do malandro, de Chico Buarque. Em 1970, gravou o primeiro disco, Ave de prata, e passou a apostar na carreira de cantora.
Notabilizou-se na década de 1980, quando, já em 1981, gravou o primeiro grande sucesso, a música Bate coração, no disco Capim do vale. Já consagrada como cantora, participou do especial Morte e vida Severina, da TV Globo, baseado na obra homônima de João Cabral de Melo Neto, e do filme de Ruy Guerra Ópera do malandro. Sua vigorosa presença de palco e seu talento de atriz a transformaram na principal intérprete feminina da música do Nordeste, com músicas como De volta pro aconchego, Nordeste independente, Ao som da sanfona, Banho de cheiro, Do jeito que a gente gosta e Zé Esteves.


Geraldo Vandré(1935- )

Nome artístico de Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, compositor nascido em João Pessoa, Paraíba, e depois radicado na cidade do Rio de Janeiro. Suas canções se destacavam principalmente pela riqueza poética das letras - entre elas, Fica mal com Deus, Pequeno concerto que virou canção e Quem quiser encontrar o amor, que exibiam um lirismo severo, contrastando com o tom descontraído da bossa nova então em voga.
Conquistou projeção nacional ao vencer dois festivais de música popular, em 1965 com Porta-estandarte, em parceria com Fernando Lona, interpretada por Tuca, e em 1966 com Disparada, em parceria com Théo, interpretada por Jair Rodrigues.
Fez a trilha sonora do filme de Roberto Santos A hora e a vez de Augusto Matraga (1967) e, no ano seguinte, provocou grande polêmica com a canção de protesto Caminhando ou Pra não dizer que não falei de flores, que se transformou numa espécie de hino do movimento estudantil contra a ditadura militar. O forte teor político das músicas de Vandré o obrigou a alguns anos de exílio na Europa a partir de 1969. De volta ao Brasil, afastou-se da imprensa e dos palcos e seu trabalho musical mergulhou em relativa obscuridade.


Ivan Freitas(1932- )

Pintor nascido em João Pessoa, Paraíba. Começou a expor em sua terra natal, antes de se transferir para a cidade do Rio de Janeiro, em 1957. No Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro (1961) foi apontado como Hors concurs. No ano seguinte, realizou individuais em Valparaíso (Chile), Buenos Aires (Argentina), Montevidéu (Uruguai) e Trieste (Itália). Participou das Bienais de São Paulo e de Paris (França) em 1963 e, dois anos mais tarde, da mostra Opinião 65, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Viveu em Nova York entre 1969 e 1972. Após seu retorno ao Brasil, continuou morando no Rio de Janeiro, onde realizou o painel mural Carioca, na lateral do prédio da Escola Nacional de Música, no Largo da Lapa (1985).

Jackson do Pandeiro (1919 - 1982)

Do alto da serra onde fica a cidade de Areia, em plena região do brejo paraibano, avista-se lá embaixo a cidade de Alagoa Grande, com a lagoa que dá nome à cidade brilhando à luz do sol nordestino, como uma colher de prata em cima de uma toalha verde. Pois foi em Alagoa Grande, em 31 de agosto de 1919, que nasceu José Gomes Filho, que mais tarde viria a se tornar conhecido como Jackson do Pandeiro.

Queria ser sanfoneiro. Mas a sanfona era um instrumento caro, e sendo o pandeiro mais barato, foi esse que recebeu de presente da mãe, Flora Mourão, cantadora de coco, a quem desde cedo o menino ouvia cantar coco, tocando zabumba e ganzá.

Aos 13 anos, com a morte do pai, veio com a mãe e os irmãos morar em Campina Grande, onde começou a trabalhar como entregador de pão, engraxate e pequenos serviços. Na feira de Campina, entre um mandado e outro, assistia aos emboladores de coco e cantadores de viola. Ia muito ao cinema e tomou gosto pelos filmes de faroeste, admirando muito o ator Jack Perry. Nas brincadeiras de mocinho e bandido com os outros garotos, José transformava-se em Jack, nome pelo qual passou a ser conhecido.

Aos dezessete anos, largou o trabalho na padaria para ser baterista no Clube Ipiranga. Em 1939, já formava dupla com José Lacerda, irmão mais velho de Genival Lacerda. Era Jack do Pandeiro. No o início da década de 40, Jackson foi morar em João Pessoa, onde continuou a tocar nos cabarés, e logo depois na Rádio Tabajara, onde ficou até 1946.

Em 1948 foi para o Recife trabalhar na Rádio Jornal do Comércio Foi aí que o diretor do programa sugeriu que ele trocasse o Jack por Jackson, que era mais sonoro e causava mais efeito quando anunciado ao microfone.

Somente em 1953, já com trinta e cinco anos, foi que Jackson gravou o seu primeiro grande sucesso: Sebastiana, de Rosil Cavalcanti. Logo depois, emplacou outro grande hit: Forró em Limoeiro, rojão composto por Edgar Ferreira.

Foi na rádio pernambucana que ele conheceu Almira Castilho de Alburquerque, com quem se casou em 1956 vivendo com ela até 1967. Fizeram uma dupla de sucesso, ele cantando e ela dançando ao seu lado, tendo participado de dezenas de filmes nacionais. A paixão por Almira era tão grande que Jackson chegou a colocar várias músicas no nome dela. Depois doze anos de convivência, Jackson e Almira se separaram e ele casou com a baiana Neuza Flores dos Anjos, de quem também se separou pouco antes de falecer. No Rio, já trabalhando na Rádio Nacional, Jackson alcançou grande sucesso com O Canto da Ema, Chiclete com Banana, Um a Um e Xote de Copacabana. Os críticos ficavam abismados com a facilidade de Jackson em cantar os mais diversos gêneros musicais: baião, coco, samba-coco, rojão, além de marchinhas de carnaval. Músicos que o acompanharam como Dominguinhos e Severo dizem que ele era um grande "sanfoneiro de boca", o que significa que apesar de não saber tocar o instrumento ele fazia com a boca tudo aquilo que queria que o sanfoneiro executasse no instrumento. O fato de ter tocado tanto tempo nos cabarés aprimorou sua capacidade jazzística. Também é famosa a sua maneira de dividir a música, e diz-se que o próprio João Gilberto aprendeu a dividir com ele.

No palco, tinha uma ginga toda especial, uma mistura de malandro carioca com nordestino. Ficou famoso pelas umbigadas que trocava com a parceira e esposa Almira. Já com sessenta e três anos, sofrendo de diabetes, ao fazer um show em Santa Cruz de Capibaribe, sentiu-se mal, mas não quis deixar o palco. Já estava enfartado mas continuou cantando, tendo feito ainda mais dois shows nessas condições, apesar do companheiro Severo, que o acompanhou durante anos na sanfona, ter insistido com ele para cancelar os compromissos: ele não permitiu. Indo depois cumprir outros compromissos em Brasília passou mal, tendo desmaiado no aeroporto e sendo transferido para o hospital. Dias depois, faleceu de embolia cerebral, em 10 de julho de 1982. (Fonte: "Jackson do Pandeiro : Uma homenagem " Por Clotilde Tavares).

João Câmara(1944- )

Pintor brasileiro, nascido em João Pessoa, Paraíba. Seu nome é João Câmara Filho. Estreou em 1962, quando recebeu o primeiro prêmio de pintura e o segundo de desenho do Festival Universitário de Arte de Belo Horizonte, Minas Gerais. No mesmo ano, ganhou o primeiro prêmio de pintura do Salão do Museu do Estado de Pernambuco. Na segunda metade dos anos 1970, realizou um conjunto de pinturas e litografias baseadas em fatos e personagens da história nacional, intitulado Cenas da vida brasileira - 1930-1954. Estas litogravuras foram transformadas em livro em 1980, com texto do crítico Frederico de Morais. Participou da Bienal de São Paulo em 1979 e 1985.

José Antônio Cândido Américo de Almeida(1887-1980)

Romancista, memorialista e político paraibano, tendo exercido, entre outros cargos, o de governador da Paraíba e de senador da república. . Nasceu em Areia, Paraíba, e faleceu em João Pessoa. Cultivando uma linguagem enxuta ("A plebe fala errado; mas escrever é disciplinar e construir..."), destacou-se como romancista. Projetou-se, nacionalmente, como autor de literatura regionalista com a publicação do romance A Bagaceira, em 1928. Dois anos mais tarde, foi nomeado ministro da Viação e Obras Públicas. Em 1932, sofreu um acidente aéreo em Salvador, Bahia, do qual escapou gravemente ferido. Após longo repouso, publicou romances, entre eles, O boqueirão (1935) e Coiteiros, obras de nítida preocupação social. Em 1937, o golpe de Estado inviabilizou sua candidatura à presidência da república. Anos mais tarde, elegeu-se senador pela Paraíba. Após uma composição política com Getúlio Vargas, ocupou a pasta ministerial da Viação e Obras Públicas, cargo em que se manteve até o suicídio do presidente. Em 1969, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Em 1977, a União Brasileira de Escritores indicou-o Intelectual do Ano. São romances de sua autoria Reflexões de uma cabra (1922), O boqueirão (1935) Coiteiros (1935). Como memorialista, publicou O ano do nego (1968), Eu e eles (1970). Publicou, ainda, um livro de memórias: Antes que me esqueça (1976). Seus principais discursos foram reunidos em A palavra e o tempo (1965).

José de Lima Siqueira (1907-1985)

Compositor, regente e grande organizador de atividades musicais. Nasceu em Conceição, na Paraíba, a 24 de junho de 1907 e faleceu no Rio de Janeiro a 22 de abril de 1985. Estudou no Rio com Paulo Silva, Braguinha e Walter Burle Marx.
Bom orquestrador, a partir de 1938, foi professor de harmonia na Escola Nacional de Música. Em 1940, fundou a Orquestra Sinfônica Brasileira, da qual foi presidente por longos anos. Dirigiu numerosos concertos que muito contribuíram para criar um público estável. A partir de 1961, presidiu a Ordem dos Músicos do Brasil e a Sociedade Brasileira de Música Contemporânea. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Música e sua numerosa obra está toda dentro da corrente nacionalista. Suas principais composições são A compadecida e Gimba (óperas); e Candomblé, Senzala, Festa na roça e Danças brasileiras (para orquestra), além de canções.

José Joffily(1945- )

Cineasta brasileiro nascido em Pocinhos, Paraíba. Estabelecido no Rio de Janeiro, firmou-se como técnico e roteirista de filmes de sucesso nos anos 1970 e 1980. Dirigiu alguns curtas e três longas-metragens: a comédia Urubus e papagaios (1986), baseada no romance Dona Anja, de Josué Guimarães; o policial A maldição de sampaku (1991), rara produção da época do governo Collor; e o premiado melodrama Quem matou Pixote? (1996), versão romanceada da história do ator Luiz Fernando da Silva, que saiu da miséria para o estrelato no filme Pixote, de Héctor Babenco, e foi assassinado pela polícia.

Júnior (1954-)

Jogador de futebol brasileiro. Um dos melhores laterais esquerdos da história do esporte. Nasceu em João Pessoa, na Paraíba, e começou a carreira no Flamengo, do Rio de Janeiro, onde se destacou pela grande visão de jogo, passes perfeitos, habilidade de sobra e excelentes cobranças de faltas e escanteios (com a perna direita e esquerda). Pelo clube do Rio, ganhou seis títulos cariocas (1974, 78, 79, 79 especial, 81 e 91), quatro brasileiros (1980, 82, 83 e 92), uma Taça Libertadores da América e um Mundial Interclubes (ambos em 1981) e uma Copa do Brasil (1990). Participou com destaque da melhor equipe do Flamengo em todos os tempos, ao lado de craques como Zico, Leandro, Mozer e Andrade. Júnior teve ainda uma passagem pelos times italianos Torino e Pescara, mas voltou ao Flamengo em 1990, dessa vez atuando no meio de campo. Jogou até os 39 anos, sempre esbanjando categoria e preparo físico. Em 1992, aos 38 anos, quando comandou o jovem time do Flamengo na conquista do pentacampeonato brasileiro, foi apelidado pela torcida rubro-negra de "vovô". Pela Seleção brasileira, Júnior disputou as Copas de 1982 (ao lado de Zico, Sócrates, Falcão e Leandro) e de 1986 (já atuando no meio de campo). Júnior também participou, como observador, da delegação do Brasil na campanha do tetracampeonato mundial, em 1994, nos Estados Unidos. Depois de algumas passagens como técnico do Flamengo, o craque passou a dedicar-se à seleção brasileira de futebol de areia (beach soccer).

José Lins do Rego(1901-1957)

Romancista brasileiro, nascido no Engenho Corredor em Pilar/PB. Formado em Direito, chegou a exercer o cargo de promotor. Mas, atraído pela literatura, mudou-se para Maceió onde juntou-se ao grupo de Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Aurélio Buarque e Jorge de Lima. Muito influenciado por Gilberto Freyre, José Lins do Rego descreve, em seus livros, o Nordeste das plantações de cana-de-açúcar e os conflitos existentes entre um sistema praticamente feudal, baseado nas dinastias familiares, e o novo sistema industrial. Seu primeiro romance foi Menino de Engenho (1932), seguido de Doidinho (1933), Bangüê (1934), Moleque Ricardo (1935) e Usina (1936).
Até se mudar para o Rio de Janeiro, José Lins do Rego publicou romances que retratavam a vida rural. Seu primeiro livro ambientado fora do Nordeste natal é Água-mãe (1941), cujo cenário é a cidade de Cabo Frio, interior do Rio de Janeiro. Em 1943, saiu Fogo morto, considerado seu melhor romance. Nele surgiu a personagem Capitão Vitorino que muitos comparam a um Quixote sertanejo. Com Cangaço (1953), o escritor volta aos temas da literatura regional. Membro da Academia Brasileira de Letras, José Lins do Rego também exerceu a profissão de jornalista e era fanático por futebol. Entre seus muitos livros destacam-se, ainda, Riacho doce (1939), Eurídice (1947), Cangaceiros (1953), Pureza (1937) e Pedra Bonita (1938). Ver também Literatura brasileira.

José de Lima Siqueira(1907-1985)

Compositor, regente e grande organizador de atividades musicais. Nasceu em Conceição, na Paraíba, a 24 de junho de 1907 e faleceu no Rio de Janeiro a 22 de abril de 1985. Estudou no Rio com Paulo Silva, Braguinha e Walter Burle Marx.
Bom orquestrador, a partir de 1938, foi professor de harmonia na Escola Nacional de Música. Em 1940, fundou a Orquestra Sinfônica Brasileira, da qual foi presidente por longos anos. Dirigiu numerosos concertos que muito contribuíram para criar um público estável. A partir de 1961, presidiu a Ordem dos Músicos do Brasil e a Sociedade Brasileira de Música Contemporânea. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Música e sua numerosa obra está toda dentro da corrente nacionalista. Suas principais composições são A compadecida e Gimba (óperas); e Candomblé, Senzala, Festa na roça e Danças brasileiras (para orquestra), além de canções.
Sivuca (1930- ), nome artístico de Severino Dias de Oliveira, músico e compositor brasileiro, nascido em Itabaiana, Paraíba. Aprendeu sanfona ainda criança e, aos nove anos, começou a se apresentar pelo interior do Nordeste. Gravou o primeiro disco em 1950, pela Continental, com as músicas Tico-tico no fubá e Carioquinha no Flamengo, de Valdir Azevedo e Bonfiglio de Oliveira.
Em 1960, partiu para a Europa como integrante do conjunto Brasílica Ritmos. Apresentou-se em Lisboa e Paris, onde fez shows e gravou discos até 1964. De 1965 a 1969, acompanhou como guitarrista a cantora africana Miriam Makeba, com quem excursionou pela Europa, Ásia e África. Nos seis anos seguintes, trabalhou com Harry Belafonte, nos Estados Unidos, como tecladista, guitarrista e arranjador. Tocou também com Duke Ellington, Lionel Hampton e Count Basie. Um dos principais instrumentistas brasileiros, percorre do forró à música erudita, passando pelo jazz. Gravou numerosos discos nos Estados Unidos, em vários países da Europa e no Brasil.


Luíza Erundina(1935- )

Assistente social e política brasileira, cujo nome completo é Luíza Erundina de Souza, nasceu em Uiraúna, interior da Paraíba. Radicou-se em São Paulo, dedicando-se à vida política. Pelo Partido dos Trabalhadores (PT), foi vereadora de 1983 a 1987; deputada estadual de 1987 a 1988; e prefeita da cidade de São Paulo de 1989 a 1993. Durante o governo do presidente Itamar Franco, ocupou por um curto período o Ministério da Administração. Em 1998, foi eleita deputada federal.


Paulo Pontes(1940-1976)

Teatrólogo brasileiro. Começou como radialista em sua cidade natal, João Pessoa (Paraíba), onde seu programa Rodízio, de um humor crítico e de forte conotação política, teve grande sucesso. Viajou para o Rio de Janeiro para uma reunião do CPC (1964), participou da criação do Grupo Opinião. Voltando a João Pessoa, criou o Teatro de Arena da Paraíba (1967), para o qual escreveu Paraí-bê-a-bá, que representou seu estado no IV Festival Nacional de Teatro do Estudante. Seguiram-se Um edifício chamado 200 (prêmio Revelação de São Paulo em 1971), Check-up (prêmio Governador do Estado do Rio de Janeiro em 1973), Dr. Fausto da Silva (1972) e Gota d'água (1975), em parceria com Chico Buarque. Morreu de câncer em 1976. Em 1981 a Associação Carioca de Empresários Teatrais criou, em sua homenagem, o prêmio Paulo Pontes.

Paulo Sergio Duarte(1946- )

Crítico de arte e professor universitário brasileiro nascido em João Pessoa, Paraíba. Antes de completar um ano de idade mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde realizou seus estudos. Foi militante comunista de 1963 a 1969. Em junho de 1969, foi preso por sua participação no movimento estudantil de resistência à ditadura e decidiu partir para a França. Viveu em Paris até setembro de 1978, salvo o intervalo de um ano, de 1971 a 1972, quando morou em Milão. Estudou sociologia na PUC-Rio, filosofia na UFRJ e psicologia clínica na Universidade de Paris.
Desde 1973, dedica-se à crítica de arte. Ao retornar para o Brasil em 1978, participou da implantação do Núcleo de Arte Contemporânea e lecionou estética na Universidade Federal da Paraíba. Em 1980, já de volta ao Rio de Janeiro, implantou e coordenou o programa Espaço ABC 8 Arte Brasileira Contemporânea da FUNARTE, em convênio com a Fundação RIO. Dirigiu o Instituto Nacional de Artes Plásticas da Funarte de 1981 a maio de 1983. Em julho de 1986, foi nomeado diretor-geral do Paço Imperial.
De 1981 a 1995, lecionou história da cultura no curso de Desenho Industrial da Faculdade Silva e Souza e, de 1987 a 1990, história da arte moderna no curso de pós-graduação em História da Arte e da Arquitetura do Departamento de História da PUC-Rio. Foi responsável pela apresentação final para o Conselho Estadual de Educação do projeto do Complexo Universitário da Universidade do Norte Fluminense, projeto de autoria de Darcy Ribeiro, Gilca Alves Wainstein e equipe. Desde janeiro de 1996, trabalha na implantação de projetos culturais da Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. Em março de 2000, assumiu a direção do Centro de Arte Hélio Oiticica.
Publicou diversos artigos e ensaios sobre arte moderna e contemporânea, entre eles "A trilha da trama" sobre Antonio Dias (1978); e junto com Klaus Wolbert, o livro Antonio Dias editado pela Cantz de Stuttgart, 1994; "Amilcar de Castro ou a Aventura da Coerência" nos Novos Estudos do CEBRAP (1990); "O que Seurat será ?" em O olhar, (1989; "A dúvida depois de Cézanne" em Artepensamento, , (1994) "Emblemas do Corpo 8 o nu na arte moderna brasileira" (1993); Anos 60 8 transformações da arte no Brasil (1998) e A dúvida feliz 8 ensaio sobre a obra de Waltércio Caldas, editora Cosac & Naify, no prelo. Colabora para o suplemento de Cultura do jornal O Estado de São Paulo e para o Jornal de Resenhas da Folha de São Paulo / EDUSP.
Pedro Américo (1843-1905), pintor, desenhista e escritor brasileiro. Pedro Américo de Figueiredo e Melo nasceu no estado da Paraíba e faleceu em Florença (Itália). Iniciou sua vida artística aos 11 anos de idade, contratado para trabalhar como desenhista pelo naturalista francês Louis Jacques, que viajou pelo sertão brasileiro desenhando e documentando a fauna e a flora locais. No Rio de Janeiro, estudou no Colégio Pedro II e, em 1856, entrou para a Academia Imperial de Belas Artes. Em 1859, recebeu do imperador D. Pedro II uma bolsa de estudos para se aperfeiçoar em desenho e pintura na França. Em Paris, estudou na Escola de Belas Artes, no Instituto de Física Ganot e na Sorbonne, dedicando-se também à literatura e à pesquisa científica. Recebeu grande influência dos pintores neoclássicos franceses.
Entre suas obras literárias e filosóficas, destacam-se A reforma da Academia de Belas Artes de Paris, Discursos sobre a Estética e Ciência e os sistemas. Viajou para a Itália e voltou ao Brasil em 1864, para lecionar desenho na Academia Imperial de Belas Artes. Em Florença, realizou suas mais famosas pinturas. Celebrizou-se pelas telas Batalha do Avaí e O Grito do Ipiranga. Dedicou-se também à política, sendo eleito deputado em 1891. Em 1900, em Florença, pintou Paz e Concórdia. Foi considerado um dos mais famosos artistas de sua época.


Zé Ramalho (1949- )

Nome artístico do cantor e compositor brasileiro José Ramalho Neto, nascido em Brejo do Cruz, Paraíba. Gravou o primeiro disco, Zé Ramalho, em 1978, pela Epic/CBS. Na década de 1980, fez grande sucesso junto com uma talentosa geração de músicos nordestinos, como Alceu Valença, sua prima Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, mas em meados dessa mesma década, parou de cantar devido a problemas com drogas.
Na década de 1990, voltou a fazer sucesso, sendo redescoberto por uma nova geração de cantores que passou a gravar suas composições, entre eles Cássia Eller. Nessa mesma década, um de seus maiores sucessos, Vida de gado, tornou-se tema da novela O rei do gado, da TV Globo. Em 1996, gravou O grande encontro, na Ariola, junto com Alceu Valença e Elba Ramalho. No ano seguinte, lançou O grande encontro II.
Suas letras visionárias, tiradas em grande parte do imaginário nordestino, que esbarra no realismo mágico, estão documentadas em seus quase 20 discos.

(*Textos retirados da Encarta 2001)




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