Capítulo
IV
Sumário: Capítulo
I - Capítulo
II - Capítulo
III - Capítulo
IV - Capítulo
V
4.1 Revoltas em que a PB Participou
Guerra dos Mascates>A Guerra dos Mascates foi uma guerra civil,
ocorrida em Pernambuco, no século XVIII, mais propriamente
em Olinda, sede do governo pernambucano na época.
Ocorreu que houve indignação contra a elevação
de Recife à categoria de vila, a pedido da população
de Recife, composta por comerciantes portugueses chamados Mascates
que aspiravam por uma maior autonomia. Nesta época a economia
nordestina entrava em declínio, pois os preços do
açúcar estavam baixando no mercado mundial e haviam
descoberto as Minas Gerais.
Muitos senhores de engenho deviam dinheiro aos mascates. Em 1707
o povoado de Recife foi elevado a vila, o que provocou revolta
em Olinda. Alguns olindenses ocuparam Recife e elegeram um novo
governador a seu favor; Olinda ocupou Recife por três meses.
João da Mata, um mascate, adquiriu o apoio do governador
da Paraíba, João da Maia Gama, para desforrar-se
dos senhores de engenho. Desta forma os mascates aprisionaram o
governador pernambucano. Após este fato entrou um novo governador
no poder (Félix José Machado de Mendonça),
que a princípio foi imparcial, mas que em seguida ficou
ao lado dos mascates, os quais saíram vencedores desse conflito.
Revoluções Liberais>A passagem do século
XVIII para o XIX foi marcada pelo surgimento de idéias revolucionárias.
No mundo surgia o estilo literário conhecido como Realismo/Naturalismo,
que procurava descrever as classes inferiores e mostrar os aspectos
mais degradantes e cruéis da sociedade. Na Paraíba
as idéias revolucionárias foram estimuladas pela
marçonaria.
O mundo todo se baseava no ponto de vista científico. Temos
como exemplo o padre Manoel Arruda, que começou a pesquisar
a fauna e a flora nordestina.
Todas estas idéias liberais provocaram um surto revolucionário,
no qual podemos citar as revoluções de 1817, 1824
e 1848, todas com tendências republicanas, federalistas e
democráticas.
Revolução de 1817>Este movimento de caráter
republicano e separatista, surgiu na Província de Pernambuco
e logo se espalhou pelas províncias de Alagoas, Paraíba,
Rio Grande do Norte e Ceará.
Influenciados pela Revolução Francesa e pelo exemplo
de República norte-americano, os revoltosos queriam emancipar
o Brasil. Quando a revolta estourou os revoltosos instalaram um
governo provisório republicano. Porém o Governo Geral
não perdeu tempo. Quatro meses depois os líderes
da revolta foram condenados à morte e a revolução
contida.
Como líderes da revolução podemos citar Domingos
José da Silva (comerciante) e os paraibanos militares Peregrino
de Carvalho e Amaro Gomes.
Revolução Praieira>Esta revolta durou apenas
cinco meses e ocorreu na província de Pernambuco entre 1848/49.
Ela foi influenciada pelo espírito de 1848 que dominava
a Europa. Esta revolta consiste não apenas em um movimento
de protesto contra a política Imperial, mas num movimento
social que pretendia estabelecer reformas. Dentre outras exigências
feitas pelos revoltosos, podemos citar:
- a divisão dos latifúndios;
- a liberdade de imprensa;
- democracia;
- fim da importação de indústrias têxteis;
- fim do domínio português sobre o comércio
de Recife;
- fim da oligarquia política, entre outros.
Os revoltosos eram os liberais adversativos dos conservadores (grandes
latifundiários e comerciantes portugueses). O principal
jornal liberal em Recife tinha sua localização na
Rua da Praia. Por causa disto, os liberais ficaram conhecidos como
praieiros.
A revolução iniciou-se com choques entre os liberais
e conservadores de Olinda, ao sétimo dia do mês de
novembro de 1848. Em 1849 os revoltosos atacaram Recife, mas fracassaram.
Depois de ter sido derrotado pelas tropas do Brigadeiro Coelho,
em Pernambuco, Borges da Fonseca continuou a lutar na Paraíba.
Outros líderes foram torturados ou assassinados. Este foi
o último movimento revolucionário do Império.
Confederação do Equador>Esta revolta surgiu com
a atitude autoritária de D. Pedro I, o qual dissolveu a
Assembléia Constituinte. Esta situação agravou-se
quando D. Pedro I quis substituir Manoel Pais de Andrade, governador
da província, ex-revolucionário, que gozava de grande
popularidade entre os pernambucanos, por uma apadrinhado seu (Francisco
Reis Barreto). Desta forma, as câmaras municipais de Olinda
e Recife se declararam contrárias ao governo de Barreto.
Em 2 de julho de 1824, Pais de Andrade se empenhou na revolta,
pedindo apoio às outras províncias nordestinas. Seu
objetivo era reunir as províncias do Nordeste em uma república,
denominada de Confederação do Equador.
Foram mandados emissários às províncias da
Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Porém
a repressão sobre esta revolta foi intensa. D. Pedro I enviou
navios de guerra para derrotá-la. Após a derrota
das tropas republicanas de Pernambuco, as outras províncias
se enfraqueceram e foram derrotadas.
Seus líderes foram todos executados, entre eles Frei Caneca,
que morreu fuzilado, pois ninguém tinha coragem de enforcá-lo.
Revolta dos Quebra-Quilos>Ocorrida em 1874, ficou assim conhecida
pela modificação que provocou no sistema de pesos
e medidas, fato este que provocou uma grande revolução
na Paraíba. Esta revolta causou muitas prisões, inclusive
a do padre de Campina Grande (Calisto Correia Nóbrega).
Ronco da Abelha>A revolta do ronco da abelha se deu nos sertões
de Pernambuco, Alagoas, Ceará e Paraíba, em 1851,
com o intuito de fazer o controle sobre os trabalhadores, visto
que, com a queda do tráfego negreiro, os homens livres foram
trabalhar.
Princesa Isabel>Frente de oposição ao presidente
João Pessoa, na cidade de Princesa Isabel, Paraíba.
Teve como líder José Pereira, que possuía
amizades influentes no Estado.
Coluna Prestes>Foi um movimento iniciado por alguns políticos
que estavam descontentes com o governo do presidente do Rio Grande
do Sul, e velhos participantes da Revolta Federalista de 1893.
Seus principais líderes foram: Luís Carlos Prestes,
Miguel Costa e Juarez Távola.
Os integrantes da Coluna, apesar de todas as dificuldades, conseguiram
romper as barreiras do sul.
Ao final, a Coluna se retirou para a Bolívia, o Paraguai
e a Argentina.
Revolução de 30>Representou o acontecimento mais
importante em toda a história da Paraíba. A liderança
da Paraíba foi para frente a partir do memento em que João
Pessoa recusou aceitar a candidatura de Júlio Prestes à presidência
da república.
Tudo piorou com o levante de Princesa, que contou com o apoio
de todos os coronéis do açúcar e do algodão,
entre outros fatores que contribuíram para o agravamento
da situação.
Logo após esse acontecimento, veio a morte do presidente
da Paraíba,João Pessoa. A revolução
se espalhou por diversos lugares (Nordeste do Maranhão à Bahia).
4.2 Governadores da PB após a revolução
de 1930
Após a Revolução de 30, explicada anteriormente,
o Estado da Paraíba teve os seguintes governadores:
Álvaro Pereira de Carvalho (ficou no poder até 4
de outubro de 1930);
José Américo de Almeida (04/10/1931-09/10/1930);
Antenor de França Navarro (10/11/1930-1931);
Gratuliano da Costa Brito (1932);
José Marquês da Silva Mariz (1934);
Argemiro de Figueiredo (1935);
Ruy Carneiro (1940-1945);
Samuel Duarte (1945);
Severino Montenegro (1945-1946);
Odon Bezerra Cavalcanti (1946);
José Gomes da Silva (1946-1947);
Oswaldo Trigueiro (1947-1950);
José Targino (1950-1951);
José Américo de Almeida (1951-1953, 1954-1956);
João Fernandes de Lima (1953-1954);
Flávio Ribeiro Coutinho (1956-1958);
José Fernandes de Lima (1960-1961);
Pedro Moreno Godim (1958-1960 e depois 1961-1966);
João Agripino Filho (1966-1971);
Ernani Sátyro (1971-1975);
Ivan Bichara Sobreira (1975-1979);
Dorgival Terceiro Neto (1979);
Tarcísio Burity (1979-1982);
Clóvis Bezerra (1982-1983);
Wilson Braga (1983-1986);
Riveldo Bezerra Cavalcante (1986);
Milton Cabral (1986-1987);
Tarcísio Burity (1987-1991);
Ronaldo Cunha Lima (1991-1994);
Cícero Lucena (1994-1995);
Antônio Mariz (1995);
José Maranhão (1995 - 2000);
Roberto Paulino (
2000 - 2002);
Cássio da Cunha Lima (2002 - ...)
4.3 Sítios Arqueológicos da PB
Em se tratando de arqueologia, a Paraíba possui um potencial
invejável.
No município de Ingá, encontra-se o sítio
arqueológico mais visitado do Estado, conhecido como Pedra
do Ingá , onde estão gravadas, na dura rocha, no
leito de um rio, dezenas e dezenas de inscrições
rupestres, formando fantásticos painéis com mensagens
até hoje não decifradas.
Embora ainda fazendo parte do desconhecido, os achados da Pedra
do Ingá estão já há bastante tempo
catalogados por notáveis arqueólogos como um dos
mais importantes documentos líticos, motivando permanente
e incessantes pesquisas, que buscam informações mais
nítidas sobre a vida e os costumes de civilizações
passadas.
Seriam as itacoatiaras do Ingá manifestações
dos deuses? O que estes antepassados quiseram transmitir, com suas
inscrições sincronizadas, esculpidas na rocha? As
respostas vêm sendo tentadas por arqueólogos, antropólogos,
astrônomos e ufólogos, que chegam de várias
partes do mundo, interessados em desvendar esses mistérios.
O destaque do Sítio Arqueológico são três
painéis de riquíssima arte rupestre. Existem sulcos
e pontos capsulares seqüênciados, ordenados, que lembram
constelações, serpentes, fetos e variados animais,
todas parecendo o modo que os indígenas ou os visitantes
de outras latitudes tinham para anunciar idéias ou registrar
fatos e lendas. O bloco principal, de 24 metros de comprimento
por cerca de 4 metros de altura, divide o rio Ingá de Bacamerte
em dois, durante o inverno. No verão, o rio corre por trás
das inscrições.
No sítio arqueológico de Ingá surgiu um Museu
de História Natural, que acolhe cerca de duas dezenas de
fósseis de animais que aí viveram, retirados do sítio
Maringá e em Riachão do Bacamarte.
O sítio arqueológico de Ingá é ainda
uma reserva ecológica da biosfera da caatinga, onde encontram-se
diversas espécies de árvores, entre elas uma velha
baraúna, com mais de 100 anos de vida. Curiosamente, a ingazeira,
espécie de árvore que inspirou o nome da cidade,
desapareceu a mais de 40 anos. A prefeitura de Ingá está trazendo
da cidade de Areia várias mudas de ingazeira, a fim de restaurar
um pouco da história local.
No alto sertão, mais propriamente no município de
Sousa, encontra-se o Vale dos Dinossauros, uma vasta área
onde estão registradas inúmeras pegadas fossilizadas
de animais pré-históricos, transformadas em rochas
pela ação do tempo.
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