Mascote Portal Paraíba

Publicado em 10/09/2010 às 17:58:40

Promotoria do Rio denuncia Rafael Bussamra por morte de filho da atriz Cissa Guimarães

Ministério Público pediu à Justiça para que caso tenha júri popular.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou à Justiça nesta sexta-feira (10) contra Rafael Bussamra e outras três pessoas envolvidas no acidente que matou, no dia 20 de julho, o músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, no túnel Acústico, na Gávea, na zona sul. Além de Rafael, que conduzia o veículo, foram denunciados o irmão dele, Guilherme de Souza Bussamra, o pai, Roberto Martins Bussamra, e o amigo Gabriel Henrique de Sousa Ribeiro, com quem disputava um suposto racha. Todos deverão ser julgados pelo Tribunal do Júri (júri popular).

Rafael foi denunciado pelos crimes de homicídio doloso e corrupção ativa (duas vezes), fuga, participação de corrida não autorizada em via pública e tentar induzir a erro, em caso de acidente com vítima, o agente policial, o perito ou o juiz.. Roberto também foi denunciado por corrupção ativa e por tentar induzir a erro às autoridades. Guilherme foi acusado o apenas por este último crime, enquanto Gabriel responderá por participação em corrida não autorizada.

Em razão da conexão dos demais crimes com o de homicídio doloso, o Ministério Público pediu à Justiça que todos devem ser julgados pelo Tribunal do Júri.

Na denúncia, os promotores de Justiça Marisa Paiva, Christiane Monnerat, Eduardo Rodrigues Campos e Cláudia Canto Condack ressaltam que Rafael e Gabriel, que dirigiam respectivamente um Fiat Siena e um Honda Civic, efetuaram um retorno irregular por uma passagem de emergência para disputar um “racha”.

De acordo com a denúncia, já na última curva antes da saída do túnel Acústico, Bussamra não desacelerou seu veículo, que trafegava a aproximadamente 100 km/h”. Com o objetivo de vencer a disputa, ele realizou uma ultrapassagem em alta velocidade pela direita e atropelou Mascarenhas, que andava de skate no local.

“Assim, o primeiro denunciado assentiu com o possível e provável atropelamento, pois, além de criar o perigo ao trafegar em alta velocidade em via interditada, decidiu não diminuir a velocidade ao avistar pessoas na pista. Ao contrário, efetuou uma manobra brusca e repentina para ultrapassar o outro veículo, completamente indiferente ao resultado que pudesse advir”, diz a denúncia do Ministério Público

A acusação menciona ainda que o atropelador parou o veículo na saída do túnel e, ao perceber que a vítima estava muito ferida, consciente e voluntariamente afastou-se do local, para fugir de suas responsabilidades. Na sequência, ao ser abordado pelos policiais militares Marcelo de Souza Bigon e Marcelo José Leal Martins, ambos já denunciados pela Promotoria Militar, ele negociou uma recompensa financeira para que os PMs não adotassem os procedimentos legais.

Os três aguardaram a chegada de Roberto na rua Pacheco Leão, no Jardim Botânico, onde acertaram o pagamento de R$ 10 mil. Desta forma, os policiais não conduziram os denunciados à delegacia e aguardaram o reboque do veículo. Guilherme, por sua vez, colocou o veículo no reboque e acompanhou os familiares até uma oficina mecânica em Quintino Bocaiúva, na zona norte.

O grupo foi escoltado pelos policiais até a segunda galeria do túnel Rebouças. Por volta de 7h30, ele o pai retornaram à oficina, contratando o reparo do veículo com urgência, para impedir que a autoria do atropelamento fosse descoberta, e comprando peças necessárias para o conserto, de forma a garantir a impunidade do responsável pelo acidente.

“Desta forma, os primeiro, terceiro e quarto denunciados (Rafael, Roberto e Guilherme), consciente e voluntariamente, em reunião de ações e desígnios, inovaram o estado do veículo atropelador, na pendência de procedimento policial preparatório, a fim de induzir a erro os agentes policiais, eventuais peritos, o membro do Ministério Público e o juiz”, continua a denúncia.

A seguir, o pai do atropelador fez um saque de R$ 6 mil em uma agência da Caixa Econômica Federal localizada na sede do 1º Distrito Naval e entregou uma parte (R$ 1.000) para os policiais na praça Barão de Ladário, no Centro, sob alegação de que iria sacar o restante em outra agência bancária.

Ao saber, na outra agência, que a vítima era o filho da atriz Cissa Guimarães, Roberto deixou de entregar o restante do valor combinado e pediu à oficina a interrupção do conserto. Entretanto, partes do automóvel já haviam sido modificadas, prejudicando a perícia determinada pela polícia.


Fonte: R7

Foto: Reprodução/TV Globo


Mascote Portal Paraíba

© 2003-2013. Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total deste site sem prévia autorização.