
Luana Ferraz
luanamcf@hotmail.com
Graduada em História pela Universidade Federal da Paraíba, autora do livro “Cartas de amor não doem” e do blog Invade e Fim, atualmente coordena um projeto de educação patrimonial da Prefeitura Municipal de João Pessoa, e presta serviços na Assessoria de Graduação do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes.
Publicado em 24/11/2010 às 16:37:08
O futuro quase sempre planejado deve ser porta de entrada para cada novo dia, principalmente no processo de educação que pretendemos estabelecer na criação dos nossos filhos.
Os pais têm retirado da vida das crianças aprendizagens de extrema importância para uma boa conduta moral, e, digo isto, porque a perversidade e o estigma dos comportamentos têm sido despertados muito antes destes indivíduos serem alfabetizados.
Parece ser brincadeira, mas o prazer de criar os filhos de sexo masculino para tornarem-se "machões", "pegadores" de menininhas tem roubado a cena dos discursos malandros bastante precoces. A figura paterna, nesse momento, se coloca rumo ao fato de que o homem não deve se apaixonar, não deve ser de uma única mulher, além de ensiná-lo a ser frio e cafajeste. Exagero? Converse com metade das mulheres de hoje e pergunte a elas os problemas dos relacionamentos terminados?! Grosseria, traição, cinismo, frieza, falta de cordialidade... O caso tem se tornado sério, e a ausência materna nesse processo de construção de um bom comportamento, de uma educação menos preconceituosa e autêntica tem sido indispensável.
Nas mentes preconceituosas, o homem não deve ser sensível, deve ser rude. Não pode ser romântico, tem que ser frio. Não pode ter uma única mulher, têm que ter três (no mínimo). E, caso ele erre, caso não tenha sido ele o mandante do crime "fim", o orgulho deve ser perene, além dos itens de sua cesta básica de solteiro: egoísmo, bebida, festa, mulher e sexo. Companhia vazia, mas a memória cheia, ainda cheia de amor.
Mas, o fato, é que no fundo muitas mulheres gostam. Aprenderam a se adaptar, e até mesmo a caírem na malandragem dos estereótipos cafajestes, uma pena. Eu ainda prezo por uma boa educação, por um homem cortês, que saiba partilhar de momentos, surpreender com flores, com ligações, que tenha o romantismo presente, mesmo depois da trigésima briga. Perfeito? Não, humano. Homem educado tá em extinção. Cordialidade faz falta!
Qual o problema de nós criarmos os nossos meninos para serem homens de verdade, para cortejar suas mulheres, para serem delas como elas serão suas? Porque o sonho romântico tem que fugir da pauta, e a gente se adaptar com a loucura da solidão, do estar solitário entre gentes? Nos acomodamos com a perversidade do mundo, com os relacionamentos imaturos e insensatos de aceitarmos todo e qualquer tipo de comportamento, numa destemperança transloucada.
O meu retorno a sociedade, a minha parcela de contribuição para um mundo menos desiludido, infiel, despreocupado, será criar o meu filho para ser um homem de verdade, um homem a moda antiga, em que o amor ainda faz parte dos projetos futuros, e a construção de uma família é principio. Ele será livre para fazer suas escolhas, mas, garanto que todas elas muito bem educadas. Este é um papel indispensável das mães, assim como à escolha dos seus maridos. O filho, geralmente, torna-se copia das atitudes de seus pais, um homem comedido, bem sucedido, fiel, honesto, cortes, cavalheiro depende bastante da participação feminina. Por isto meninas, eis o meu compromisso, não podemos perder a esperança em pleno século XXI.
Em meio a ditadura da solidão, dos relacionamentos vazios e infelizes, eu buscarei conquistar um meio mais maduro de fazer valer o amor e a esperança de que homens românticos voltarão a existir.
Pelo menos, farei a minha parte. Reascender estrelas, o futuro precisa ser enamorado.
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Criar filhos, todos nós podemos criar. Agora os filhos se criarem este é o grande sucesso da criação de filhos. Antigamento quando eu era adolescente, meus pais liam uma revista chamada Pais e Filhos, esta revista dava exemplos para a epoca. Mas a epoca mudou. Hoje vivemos a geração mochila. É todo mundo de mochila nas costas. Para ir a escola, ao cinema, ao trabalho, ao campo de futebol, ao cemiterio, ao hospital, ao motel, ao circo, a praia. É mochila para todos as ocasioes. Só não sei o que se leva tanto dentro destas mochilas. Talvez leve solidão, esquecimento dos pais, desprezo, falta de dialogo, falta de beijos e abraços, falta de elogios, falta de conselhos, falta de companheirismo, falta de atenção e por ai vai. Dai esta geração pode levar na mochila machismo, violencia e sadomasoquismo. Garanto que não levam romantismo dentro destas mochilas pois romantismo se leva dentro do peito, ouvindo susurros da imaginação que vem do cerebro, com pitacos da observação da natureza, dos passaros e das flores. Duvido que alguem possa ser romantico se não sabe curvar-se ao perfume de uma rosa ou quem sabe colhe-la para dar de presente a uma flor chamada mulher. abraços
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