
Maria Tereza Falcão
maritereza@uol.com.br
Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Rádio e TV, pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB e em Publicidade e Propaganda, pelo Instituto de Educação Superior - IESP, atualmente é aluna da Pós-Graduação em Redação Jornalística pela UNP. Já foi repórter da TV Tambaú (SBT), da TV Miramar (TV Cultura) e atualmente encontra-se na TV Arapuan (Rede TV). É gestora do Canal Interativo Oi na Paraíba e no Rio Grande do Norte. Nas horas vagas, faz Teatro e luta Thai Boxing. Essa menina é um perigo...
Publicado em 19/11/2009 às 18:26:08 | Tamanho do texto: A+ A-
Meu dia não estava sendo dos melhores, consequência da semana que não tinha sido nada boa também. Já era um típico sábado à noite desses que a gente não faz a mínima idéia do que vai acontecer e tem certeza de que pior não podia ficar. Enfim... resolvi recusar os convites pra fazer qualquer coisa, com qualquer um.
Volta tudo. Resolvi nada. Mudei de idéia antes que pudesse desistir novamente. Mudei de idéia e mudei também totalmente a minha noite. Decidi que daria uma chance pra um carinha muito especial, um carinha que eu havia esnobado, como muitos outros tinham sido nos últimos tempos, a diferença era que esse não merecia.
Ele gostava muito de mim e sempre esteve ao meu lado, não se importando se eu o usava pra chorar minhas mágoas de um adorável filho da puta qualquer. Ele simplesmente adorava que eu o procurasse, mesmo quando eu sumia por muito tempo, voltando a procurar por ele só quando as coisas complicassem pro meu lado. Eu me sentia meio culpada, mas logo a culpa passava.
Pois bem, meu sábado à noite seria dele. Finalmente teríamos aquele encontro que andei adiando por tantos finais-de-semana, já que andava ocupada demais com cara menos legais e menos merecedores do que ele. Agora sim ia dedicar um pouco do meu tempo pro cara certo.
Tomei um bom banho gelado pra matar o calor, vesti uma roupa que daria uma bela foto nos 10 melhores looks da semana e passei meu melhor perfume. Se bem que ele nem ligaria se eu chegasse lá enrolada numa toalha de mesa quadriculada e fedendo a peixe. Tenho certeza que ainda assim ele estaria me esperando de braços abertos.
Me apressei o quanto pude e cheguei exatamente na hora marcada, pois com ele eu tinha que ser pontual. Cada minuto era precioso e único. E foi só entrar no local do encontro que eu senti de cara uma paz imensa tomando conta de mim. Ao me ver, ele foi até onde eu estava e sentou do meu lado.
Um ser indescritível. De deixar a mais tagarela sem palavras. Não consigo nem dizer se ele é loiro ou moreno, alto ou baixo, gordo ou magro. Só posso dizer que ele é lindo, e ao tocar nas minhas mãos eu senti uma energia da qual nunca havia experimentado antes.
Ele me olhava no fundo dos olhos e me tratava como se eu fosse a pessoa mais importante da vida dele. Quando ele me abraçou, eu chorei. E foi um choro de alívio, coloquei pra fora tudo aquilo que vinha me incomodando há tantos dias, mas que pareciam mais anos. Ele enxugou minhas lágrimas, me deu um beijo na testa e disse que era hora da gente comer.
O garçon trouxe nosso alimento e nossa bebida. Peguei com a mão a pequena refeição, que era pequena, do mesmo tamanho e da mesma forma que uma moeda de 1 Real. Sem gosto, devo dizer, mas matou minha fome inteiramente. A bebida era vinho, e eu dispensei. Quando a gente está bem acompanhada, o que menos importa é se a gente vai beber ou não. E eu só queria ficar ali, de olhos bem fechados, sentindo a paz que só ele me traz.
Uma hora e meia se passou e eu precisava ir. Não queria, mas foi mais um daqueles casos onde o tempo voa. Confesso que tomar a inciativa de ir até lá foi meio complexo, mas agora que eu fui, eu queria ele pra sempre perto de mim. Levantar também não foi fácil, mas eu tinha que fazer e ele fez o mesmo. Me abraçou com um dos braços e me guiou até à porta. Beijou minhas mãos e disse que eu era livre para ir e vir, a hora e o dia que eu quisesse. Fui embora com a cabeça leve e o coração preenchido de coisa boa.
Todo mundo merece um sábado à noite, um domingo à tarde ou um horário qualquer com Ele, o importante é saber que quando a gente convida com o coração, nosso convidado vem, e vem sempre cheio de amor pra dar. Pra mim, pra você e pra quem mais quiser.
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Realmente todos merecem uma chance! Viva os "sabados a noite" E é um prazer termos uma Tati Bernardi Paraibana, com textos divertidos e com conteúdo!Parabéns moça!
Deus é sempre muito bom. E se vc tiver disposta a falar com o coração e fé, Ele vai te escutar..independente de onde vc esteja.. em casa, na missa,enfim... o importante é falar com verdade! Ele é lindo, né?! E olha que nem sou beata! ahhahahahahaha Bjoo
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