
Maria Tereza Falcão
maritereza@uol.com.br
Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Rádio e TV, pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB e em Publicidade e Propaganda, pelo Instituto de Educação Superior - IESP, atualmente é aluna da Pós-Graduação em Redação Jornalística pela UNP. Já foi repórter da TV Tambaú (SBT), da TV Miramar (TV Cultura) e atualmente encontra-se na TV Arapuan (Rede TV). É gestora do Canal Interativo Oi na Paraíba e no Rio Grande do Norte. Nas horas vagas, faz Teatro e luta Thai Boxing. Essa menina é um perigo...
Publicado em 04/11/2009 às 18:52:22
Essa história não é bem definida, pode ser considerada feliz, triste... depende de quem conta e também de quem está lendo. É necessário apenas deixar o coração aberto para que ela possa entrar.
Novembro, 30 dias. Tempo suficiente para significar alguma coisa e não criar problemas. Esse seria o mês dele, que me apareceu do nada, em um Doce Novembro qualquer, exatamente como naquele filminho americano.
Dono de uma alegria triste, ele ganhou meu coração nos primeiros 5 minutos de conversa. Não era muito difícil, confesso. Sabe o Adam Sandler? Misture-o com o Jack Johnson. O
resultado da junção dos dois vai sair igualzinho ao protagonista dessa história. Sem tirar nem por, tanto na aparência, quanto no jeitinho de ser.
Ele tinha a profissão dos sonhos de muito marmanjo: testava joguinhos de videogame. Nas horas vagas, era DJ e tocava um violão desengonçado. Mas sua maior missão aqui na terra foi abrir a tampa da caixinha onde eu vivia, deixando assim que a luz e o ar pudessem entrar.
Me conquistou sem meias verdades e sem mentiras inteiras. Desde o começo eu sabia que ele tinha um tumor na cabeça, mas ele não contava a gravidade da coisa. E nunca... nunca mesmo deixou a peteca cair, e sempre fez questão de levantar a dos outros.
Foi rápido, muito rápido. Mas foi intenso. Novembro acabou e junto com o mês a paixão se foi também. Ficamos afastados por um vacilo meu, depois discutimos e eu nunca mais falei com ele. Aliás... eu falo e penso nele em muitos dias da minha vida. O vejo no céu, nas estrelas, na lua, até o vejo sentado do lado de São Pedro cantando: "São Pedro... tenho um "negóço" pra botar na sua mão..." hahaha.
Lembro do dia que soube da sua morte. O tempo parou. O filme veio todo na minha cabeça. Assim como a moça do filme, ele também tinha um câncer na cabeça. O destino fez com que eu não pudesse dizer nem sequer um "Oi" de despedida pra ele.
Termino o texto mandando um beijo pro céu, especialmente pra você, que me deu um Novembro Doce com gostinho de quero mais, que infelizmente a gente não pode ter, deixando ele Amargo pra sempre...
Daniel, você foi meu Novembro.
tk, mais uma vez tu sois uma danada. achei o comeco bem parecido com o estilo de a menina que roubava livros, nao sei pq, o que me fez ler até o finalzinho. e quanto ao adeus, acho que sou perita nisso. Não me despedi de uma das pessoas mais importantes da minha vida e me martirizei por mto tempo por conta disso. Descobri que o que importa mesmo é o que tá no nosso coração e passei a dar bem mais valor às pessoas que tão vivendo o aqui, agora, comigo. é por isso que vcs me chamam de sonhadora e eu vou continuar dizendo a todos q eu gosto o quanto eu admiro eles, pq a gente nunca sabe do amanha. afff que mórbido! bjo tk! e aponta pra frente e rema!
Lindo...
"Estava ali, e nos somos assim mesmo, não damos o devido valor quando se tem disponivel.. E agora longe, muitas vezes sem nenhum tipo de contato, é que vemos que um simples aperto de mão pode arrepiar ate o ultimo fio de cabelo... Ontem sentia que faltava algo,hoje você é responsavel por uma dor que não é cruel, Mas machuca tanto...." Caio Fernando Abreu
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